RÁDIO COMPANHEIRA FM

Igarapé-Açu - Pará -

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A IMPORTÂNCIA DO CIRCUITO RURAL-URBANO DOS TRANSPORTES PARA A ECONOMIA DE IGARAPÉ-AÇU

Nos dias 31 de outubro à tarde e 1º de novembro em período integral, o Prof. Carlos Jorge N. de castro, líder do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM, auxiliado pelos pesquisadores do grupo J. Filho e Nonato Gonçalves, percorreram diversas localidades dos municípios de Igarapé-Açu, Maracanã, Marapanim e Magalhães Barata com o objetivo de identificar as rotas dos transportes (ônibus, micro-ônibus e vans) que integram-se por fluxo com a cidade de Igarapé-Açu.

                                 Fig. 01 - Ônibus Transporte Rural-Urbano na Estrada do Prata.
                                         Fonte: Geocam, 2017.

Em uma etapa anterior a esse trabalho de campo, nos dias 04 e 11 de setembro foi feito um levantamento prévio com os motoristas/proprietários de ônibus que atendem as localidades rurais viabilizando um fluxo significativo em direção a sede do município. Ainda, nessa primeira atividade, foram coletados dados sobre essas rotas de ônibus, como: origem, destino, linha, proprietário, quantidade de ônibus, horário, identificação do ônibus e valor médio da passagem.


Entre as várias conversas informais com os agentes supracitados, destacamos a fala do Sr. Eneílson Nunes (filho do Sr. Enéas Simão), um dos proprietários da Empresa Miguel Tur, a maior do segmento no município de Igarapé-Açu:

“Os passageiros vêm à cidade para negociar algum produto produzido em seu terreno, vem receber aposentadoria; mas a maioria, vem mesmo é fazer compras em supermercados ou comprar algum produto para sua casa em loja. O que chama atenção, é que ao invés da gente presenciar por exemplo, grande volume de farinha para ser vendido na cidade vindo das localidades, se ver ao inverso, pessoas comprando farinha para abastecer ou sua família ou seu pequeno estabelecimento comercial” (Trecho extraído de conversa informal em 11/09/2017).

Após esse processo inicial, visitamos as localidades dos municípios inseridos nessa dinâmica de interações espaciais que reverbera em analisar e compreender a centralidade e influência econômica de Igarapé-Açu. 

Muito enriquecedor aos propósitos da pesquisa foram os relatos de alguns moradores da localidade de Marudazinho (Marapanim) que concedeu ao GEOCAM importantes relatos em entrevista, conforme a imagem a seguir: 


                                Fig. 02 - Entrevista na Comunidade de Marudazinho - Marapanim
                                          Fonte: Geocam, 2017.

De acordo com seus entendimentos geográficos, fez-nos compreender essa leitura e, também recuperar significativamente a história desse circuito que outrora contribuiu/contribui com a importância geográfica e econômica da cidade Igarapé-Açu nessa porção do Nordeste Paraense, conforme relatou o Sr. Antônio Melo, Agente de Saúde da Vila de Marudazinho município de Marapanim:

“Antigamente, segundo minha mãe, os moradores faziam sua produção local e iam à pés para vender em Igarapé-Açu, cortando caminhos e estradas. Depois, surgiram algumas embarcações, onde 03 (três) proprietários destas atendiam a comunidade via rio Marapanim. Em seguida, com a construção da ponte sobre o rio Marapanim entre Matapiquara e Cristolândia, extinguiu-se as embarcações que outrora faziam esse fluxo. Com isso, surgiram as rotas terrestres que partem para a cidade de Marapanim três vezes por semana. Mas, a nossa produção, o recebimento de aposentaria, as despesas do funcionalismo público, as compras, tudo é em Igarapé-Açu em decorrência da posição geográfica (...) as empresas que atendiam a comunidade com destino a Belém eram: São João, Trans Arapari, Estrela Azul, Modelo e Sucesso. Hoje, continua a Modelo, e para igarapé-Açu é Wall Transportes com dois horários, manhã e tarde” (Trecho extraído de conversa informal em 01/11/2017).

De acordo com o relato acima, percebemos a importância de Igarapé-Açu para essa localidade por oferecer melhor estrutura em relação a serviços e ao comércio. Também observamos a mudança da via de circulação em contextos diferentes. No primeiro momento, haviam conexões sem estrutura por meios de caminhos e estradas; depois temos rio como vetor de circulação; e hoje, destacamos as estradas pavimentas ou não, mas que oferecem maior dinâmica na economia local através dos transportes.

Na visitação, destacamos as localidades/comunidades de Porto Seguro, Tapiaí, Seringal, Livramento, São Luís, Curi, São Jorge do Jabuti/KM 18 e Santo Antônio do Prata (Igarapé-Açu); Vila São Benedito/KM 19 e Boa Esperança (Maracanã); Marudazinho e Matapiquara (Marapanim); Prainha e Arraial (Magalhães Barata), conforme a Representação Cartográfica a seguir:

                         Mapa 01  - Área de Abrangência do Circuito Rural-Urbano de Igarapé-Açu.
                                      Fonte: Geocam, 2017.


A partir dessas localidades partem as rotas de ônibus que interligam diretamente as mesmas com a cidade de Igarapé-Açu e, também atendem indiretamente outras inúmeras localidades espalhadas às margens das rodovias estaduais ou estradas vicinais adjacentes com conexão utilizando motocicletas, bicicletas e até canoas. 

                               Fig. 03 -  Trapiche na Comunidade de Porto Seguro - Igarapé-Açu.
                                          Fonte: Geocam, 2017.

       Inclusive, merece destaque pela influência indireta a cidade de Magalhães Barata reforçando e consolidando esse circuito rural-urbano mostrando que a influência de Igarapé-Açu excede seus limites territoriais.


Por falar nos percursos das rodovias e estradas, observamos e ao mesmo tempo fazendo uma análise preliminar sobre as transformações espaciais que vem sofrendo a paisagem regional. Nesse processo, principalmente na área de abrangência de Igarapé-Açu, destacamos o intenso cultivo do dendê, cultura que vem monopolizando as atividades agrícolas da região, deixando em um patamar secundário, a pimenta-do-reino, a pecuária e as culturas de subsistência. 

                            Fig. 04 - Vias de Dendê no Espaço Agrário de Igarapé-Açu.
                                         Fonte: Geocam, 2017.


No entanto, essa é uma discussão que será abordada em outro momento quando retomaremos a análise com novas percepções sobre a expansão e territorialização da dendeicultura com ênfase nas Transformações Espaciais abarcado pelo Sistema Produtivo do Dendê, objeto de pesquisa de J. Filho; as Transformações no Circuito Produtivo das Comunidades Pesqueiras, com objeto de pesquisa de Nonato Gonçalves; e do Sistema de Transporte Rural-Urbano nos Municípios da Região de Integração do Guamá,  conforme o Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, subprograma PIBIC-FAPESPA-2017, que tem como proponente, Carlos Jorge N. de Castro.

                                 Fig. 05 - Equipe de Campo na Comunidade de Prainha - M. Barata.
                                         Fonte: Geocam, 2017.

As visitas nas comunidades citadas acima, possibilitou um outro olhar sobre as dinâmicas presentes nos municípios de Igarapé-Açu, Magalhães Barata, Maracanã e Marapanim, obviamente outros fenômenos e processos estão em curso e metamorfoses. Mas certamente, são possíveis de serem desvelados pela prática de pesquisa de campo, e este é o projeto do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia.

Texto: GEOCAM, 2017.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

GEOCAM PROMOVE PRIMEIRO CURSO DE CARTOGRAFIA: " SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA E O GEOPROCESSAMENTO APLICADO À ANALISE TERRITORIAL", EM IGARAPÉ-AÇU.

            O Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM, realizou nos dias 21 e 22 deste mês, o seu primeiro minicurso de cartografia, intitulado: “Sistema de Informação Geográfica e o Geoprocessamento Aplicado à Analise Territorial”, com o uso do Software Quantum Gis [Versão 2.18 – Las Palmas], como forma de integrar os seus membros e sobretudo, de trazer novas proposições de pesquisa a eles e de aperfeiçoar suas capacidades cartográficas.


Dessa vez o local escolhido foi o Laboratório de Informática (INFORCENTRO) da Fazenda Escola da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), localizado no município de Igarapé-Açu, que foi cedido, com grande satisfação pelo Sr. Luiz que é o Gerente-Geral. Seu apoio foi fundamental para o desenvolvimento da atividade, principalmente por se tratar de um ambiente com uma excelente estrutura.

O coordenador do GEOCAM – Prof. Msc. Carlos Jorge, ministrou o estudo, com o foco em temáticas atuais, atentando-se a necessidade de se articular a teoria à prática:

“(...). Sem dúvidas é preciso articular a teoria à prática, afinal a cartografia não se limita ao software, seja o Quantum Gis ou o próprio ArcGis. As ferramentas cartográficas, os softwares mais modernos, teoricamente, são simples de se manusear, a grande questão é a prática, o exercício diário, não esquecendo, é claro, da teoria, no caso, a nossa tão importante geografia”.

Assim, de forma bem estruturada e gradual, estabeleceu seu plano de ensino, o que surgiu de diálogos entre os líderes do GEOCAM, como afirma o Prof. Carlos Jorge

“Depois de conversas com o amigo e também um dos líderes do grupo, professor Daniel Sombra, percebemos que existem temas na atualidade, que carecem de um olhar mais geográfico e cartográfico. Então, optamos, por uma análise mais territorial, tratando de problemas ambientais como o desmatamento, queimadas florestais, e a própria poluição hidrográfica (...) Não esquecendo também da importância de se entender o próprio software em si, suas funções e ferramentas ”.

Em outro momento, o Coordenador, não escondeu a sua felicidade ao presenciar com orgulho (orgulho positivo) os primeiros passos do grupo:


“Fico muito feliz por perceber que os integrantes do grupo abraçaram a ideia de tentar fortalecer um ramo que é tão fragilizado na nossa instituição. É um pequeno passo, dentre muitos que daremos juntos. Eu agradeço a todos que participaram desse momento”. 


Os participantes se mostraram bastante animados com a oportunidade de se aprender um pouco mais sobre a cartografia, como afirma a Luana Assunção (egressa da Universidade do Estado do Pará e pesquisadora do GEOCAM):

 “Eu acredito que esse curso foi muito proveitoso (...) pois além da gente aprender a manusear o software, entender como a gente pode usar o geoprocessamento nas nossas pesquisas geográficas, mas também pra gente repensar, pra gente refletir que tipo de pesquisas nós podemos desenvolver daqui pra frente” (Luana Assunção, 2017).

Adiante, complementa a discente de Geografia da Universidade do Estado do Pará, Kyala Pimentel:

“É sempre bom aprender um pouco mais sobre a cartografia, ainda mais quando se tratam de questões tão emergentes, como as ambientais. Torço pra que ainda tenham muitos cursos pela frente, pois será engrandecedor" (Kyala Pimentel, 2017).


Na ocasião, além dos membros do GEOCAM, participaram discentes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) que foram convidados. O que faz parte do ideal do grupo: ofertar, na medida do possível, possibilidades ao maior número de pessoas.

A discente de Geografia Karla Moura, uma das convidadas/agraciadas, comentou acerca disso:

”O grupo de pesquisas deve ser aberto, ele deve ter um caráter em prol da comunidade acadêmica como um todo. Sei que é muito complicado e admiro muito a sua disponibilidade de está aqui dois dias seguidos. Não é todo mundo que tem essa coragem, essa força de vontade. É só agradecer” (Karla Moura, 2017).


Como uma de suas últimas falas nos dois dias, o coordenador do grupo ressaltou alguns dos objetivos do curso:

“A nossa intenção maior é que cada discente ou cada membro do grupo tenha a condição de ofertar e ir a comunidade. Se cada aluno passar por esse processo inicial, de compreender o software de aprender, será possível formar profissionais capacitados “.

Ao fim, agradecemos a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA – Igarapé-Açu), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), em especial ao Campus Universitário de Igarapé-Açu (Campus –X) , o qual o Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM) é amparado por esta Instituição de Ensino Superior (IES), junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).


TEXTO: GEOCAM (2017).

terça-feira, 4 de outubro de 2016

RONALDO LOPES O FENÔMENO


J. Filho
Dr. Ronaldo Lopes, Prefeito eleito de Igarapé-Açu
Fonte: Google, 2016.
Em Igarapé-Açu, pelo menos na eleição de 2016, ficou comprovado que é possível sim fazer uma campanha limpa, íntegra e acima de tudo, vencedora. Em uma votação histórica, a maioria dos eleitores, cerca de 48% (quase 11.500 votos) sufragou nas urnas o desejo da verdadeira mudança, chamada Dr. Ronaldo Lopes, que tem como lema “Segurança e Trabalho”. Para os aliados, o Delegado, o Prefeito; para os oponentes, o forasteiro.
O Dr. Ronaldo Lopes representa a esperança de dias melhores para a maioria do povo de Igarapé-Açu. Detalhe, não mudar por mudar, o desejo era eleger uma pessoa com novas ideias e mentalidade fortalecida por atitudes e ações voltadas para, de fato, trabalhar para e pelo povo. Racionalmente, a maioria escolheu uma pessoa que se apresentou como alternativa frente a oligarquia (governo para poucos) que teimava em continuar no poder local. Soube acima de tudo, respeitar seus eleitores e também seus adversários políticos mostrando que na política um candidato pode sim vislumbrar os projetos coletivos em prol da sociedade em detrimento de um projeto pessoal sem ser leviano.
Uma das palavras mais ecoada nessa campanha vitoriosa foi Democracia (governo na qual a soberania é responsabilidade de todos, diretamente ou por meio dos seus representantes livremente eleitos, ou seja, a soberania exercida pelo povo) que impulsionou esse sentimento de mudança em busca de um bem-estar satisfatório onde a cidadania possa ser exercida plenamente a partir dos direitos e deveres direcionados a todos.
Nesse sentido, em todos os cenários, como saúde, educação, segurança, saneamento básico entre outros deverão ser priorizados em prol da coletividade, e não beneficiar segmentos isolados e privilegiados da sociedade. Que o nosso município continue, digo continue, por não desmerecer os gestores anteriores que cumpriram com suas atribuições dentro de suas possibilidades e limitações (sem aprofundar, por que a ênfase é outra), porém agora começa a trilhar um novo rumo ao desenvolvimento e que uma nova história democrática e promissora seja escrita a partir da nova gestão.
Agora será com o Dr. Ronaldo Lopes. Que sejas iluminado plenamente por Deus e com sabedoria e respeito aos munícipes faça uma gestão inclusiva que contemple a todos, sem revanchismos ou bairrismos, porque todos somos igarapeaçuenses. A eleição acabou, porém a política continuará fazendo parte de cada um de nós, até porque ela é intrínseca ao ser humano, independente do meio onde estiver inserido. Por outro lado, no entanto, sem romantismos, a valorização ao respeito e a amizade deve prevalecer e reinar nas mentes e corações, onde, respectivamente, a razão e a emoção devem fluir de acordo com os nossos propósitos, porém de maneira responsável e equilibrada sem desmerecer e destratar o próximo.
Chegou ao Pará, parou! Tomou açaí, ficou!
E, chegou em Igarapé-Açu, amou! Amou! Amou!
Afirma Ronaldo Lopes O Fenômeno!



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PARABÉNS, MINHA COMPANHEIRA!

J. Filho

Hoje comemoramos 13 anos de fundação da Associação Cultural de Difusão Comunitária COMPANHEIRA FM 87,9. Parabéns a essa emissora que veio redemocratizar a comunicação em Igarapé-Açu.

E nesse momento, agradecemos diretores, locutores, anunciantes, colaboradores, simpatizantes e todos aqueles que direta e indiretamente fazem da COMPANHEIRA FM 87,9 a estrela da comunicação!

domingo, 10 de janeiro de 2016

IGARAPÉ-AÇU FESTEJA SEU PADROEIRO: VIVA SÃO SEBASTIÃO!


J. Filho


Na última sexta-feira, 08 de janeiro, o município de Igarapé-Açu no Nordeste Paraense inicia os festejos a São Sebastião, padroeiro maior do povo católico igarapeaçuense.
No período festivo, a população local faz agradecimentos as graças e objetivos alcançados no ano anterior, e também pede as bênçãos e interseção do Glorioso renovando sua fé e devoção em busca de um ano cheio de realizações e prosperidades em todos os aspectos.
Como é tradição, a festividade se inicia com a Caminhada do Mastro, que está completando 122 anos de pura fé e devoção. Para a realização desse momento, um dia antes da Caminhada é feito a limpeza do local de onde será retirado o madeiro previamente escolhido pelos integrantes dos Amigos do Mastro de São Sebastião. 
No dia da Caminhada, a população se desloca para a comunidade do local da retira do madeiro, a pés, bicicletas, motos, carros, caminhões, ônibus e tratores mostrando disposição e solidariedade nesse percurso. No local, a organização do evento oferece lanches e água doados pelo comércio e população local é distribuída, ainda existe todo aparato do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, de ambulância da Secretária de Saúde e é claro muita animação musical religiosa por parte de uma banda regional voluntariamente disposta a colaborar com esse momento.
Preocupados com o meio ambiente, é feito a plantação de espécies nativas da região no local de onde será retirado o madeiro, fortalecendo a conscientização de se manter um equilíbrio entre a sociedade e a natureza, resguardando esse vínculo para o benefício das futuras gerações.
 Diante dessa atmosfera, inicia-se com o processo de derrubada do madeiro que geralmente tem cerca de 20 metros de comprimento.  É realizada uma oração inicial para que tudo ocorra dentro das normalidades. Um devoto que há 16 anos tem a tarefa árdua de subir e amarrar a corda guia na árvore. Logo após, aos gritos de “Viva São Sebastião!” a população assiste um devoto utilizar um motosserra cortar o tronco da árvore que será puxado para que a mesma caia no local adequado para ser removida da mata.
Em seguida, centenas de devotos arrastam o madeiro para fora da floresta para que o mesmo possa ser amarrado a um trator que percorrerar o trajeto acompanhado por conduções supracitadas  até o bairro previamente escolhido no ano anterior para a saída da Caminhada do Mastro
À tarde, geralmente, a partir das 15h,  depois de descascar o madeiro, começa a tradicional Caminhada de São Sebastião.  Os fiéis e devotos levam nos ombros o madeiro com cerca de cinco toneladas. A tradição determina que os devotos carreguem o mastro em agradecimento a São Sebastião pela safra do ano anterior e também renovam o pedido por uma boa colheita no ano corrente, pois a agricultura é o maior destaque na economia do município. Também são feitos outros pedidos especiais relativos à saúde, moradia ou outra graça alcançada.
Durante o trajeto pelas principais ruas da cidade, acontecem inúmeras manifestações com faixas e cartazes das pessoas na frente das casas, dos comércios,  imagens de São Sebastião e também de Nossa Senhora, além de queima de fogos saudando o Glorioso até a chegada à praça de São Sebastião. Com louvor, expectativa, os devotos enfeitam o madeiro com palhas, e frutas regionais. Nesse momento são feitos os últimos pedidos, e com a bênção do pároco local o Mastro, finalmente é erguido para o êxtase total dos devotos.
Durante esse período haverá novenas à noite; o parque com seus brinquedos fará a alegria da população; além de venda de comidas típicas; o tradicional leilão que animam os frequentadores da barraca do Santo, bem como as atrações culturais com apresentações locais regionais.
O término será no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião com a procissão do padroeiro. Em seguida acontece a derrubada do mastro que foi erguido em frente à igreja Matriz encerrando mais uma festividade. À noite, a expectativa fica por conta da queima de fogos.
E, assim, anualmente, é realizada uma das maiores manifestações religiosas do Pará, a Festividade de São Sebatião em Igarapé-Açu. Então, Viva São Sebastião!


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Comunidade acadêmica recebe novo bloco em Igarapé-Açu

Uma conquista coletiva. Assim pode ser definido o bloco administrativo, inaugurado nesta quinta-feira (22) no Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) em Igarapé-Açu, nordeste paraense. O novo espaço comporta a assessoria pedagógica, secretaria acadêmica, sala dos agentes administrativos, coordenações do campus e administrativa, além de espaço multiuso e sala dos professores.  
Com o novo ambiente, foi feita uma adequação no primeiro bloco do Campus, que agora ganhou mais uma sala de aula para as turmas de Licenciatura Plena em Ciências Sociais e Matemática e uma sala de recursos pedagógicos. A biblioteca também foi reorganizada possibilitando que os alunos tenham mais acesso ao acervo. 
 “Não tem como não dizer que é uma conquista só dos alunos, mas da comunidade externa que também se sensibilizou e se mobilizou, entendendo que a permanência do campus era uma possibilidade de ingresso no Ensino Superior. Mais importante do que a estrutura em si, essa articulação e esse entendimento de conquista coletiva teve um valor muito maior do que a estrutura física”, contou o aluno do Curso de Geografia, Deybe Modesto, que relembrou a mobilização e ocupação do campus em 2013, que resultou em diversas conquistas.  
O reitor, Juarez Quaresma, reforçou o compromisso da gestão coletiva e frisou o papel da Uepa como instituição pública voltada para os anseios da população. Ele também citou exemplos disso: “Vamos na contramão do que aprovou ontem o Congresso sobre o pagamento de cursos de pós-graduação e desde o início deste ano foi aprovada uma resolução no Conselho Universitário garantindo a gratuidade dos cursos de especialização. No vestibular, 77% dos 94 mil inscritos foram isentos por ser de escolas públicas, e 40% das vagas serão destinadas às cotas sociais”.  
A construção do novo bloco foi possível com recursos oriundos de emendas parlamentares do deputado federal, Edmilson Rodrigues (PSOL) e do ex-deputado, Edilson Moura. A obra no valor de R$ 146 mil teve início em 2014 e demorou aproximadamente um ano para ficar pronta. “Esse novo bloco veio para contribuir e dividir bem os papéis administrativos. Ficou mais fácil para o aluno visualizar e ter um atendimento individualizado”, avaliou a coordenadora do Campus, Alcione Souza.  
Após o descerramento da placa e do desenlace da faixa, os gestores, alunos, professores e servidores visitaram as instalações do novo bloco. O Campus de Igarapé-Açu possui aproximadamente 500 alunos, distribuídos nos cursos de Licenciatura em Pedagogia, Matemática, Geografia e  Ciências Sociais, com aulas nos turnos da manhã, tarde e noite. 

Texto: Ize Sena
Fotos: Tamara

Fonte: www.uepa.br

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Fórum da Diversidade debate diferenças culturais e sociais

Feminismo, religião, sexualidade e diversidade étnica são temas de mesas redondas e grupos de debates no II Mini Fórum da Diversidade, em 19 de junho, no Campus X. Inscrição no valor de R$ 5 dá direito a certificação

Os acadêmicos do campus de Igarapé- Açu trazem para a Universidade do Estado do Pará (Uepa) debates sobre feminismo, religião, sexualidade e diversidade étnica. Os assuntos considerados polêmicos e de repercussão na sociedade serão tratados no II Mini Fórum da Diversidade, em 19 de junho, no Campus X, localizado na PA 127, km 3, no bairro de Uberlândia.


A inscrição custa R$5 e deve ser efetuada na sala do Diretório Acadêmico, no Bloco A, do campus de Igarapé-Açu. A programação é aberta aos alunos e toda a comunidade. Mesmo quem não se inscrever poderá participar das mesas de debates dirigidas por professores e estudantes. Entretanto, só os inscritos terão direito a certificado, crachá padronizado, bloco de anotações e caneta.



A proposta do II Mini Fórum é criar um espaço de debate, reflexão, construção coletiva e troca de valores políticos, científicos e culturais. “A gente tem vivido num momento de tanta intolerância. É relevante abordar esses temas na Universidade, até para trazer conscientização da comunidade, dos alunos da Uepa e de outras instituições”, enfatiza o estudante de pedagogia, Ivy Monteiro, 21 anos.



O evento é organizado pelo Diretório Acadêmico (DA) do campus da Uepa em Igarapé-Açu, e conta com a parceria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Coordenação do campus X.  



Ivy ressalta que o DA espera receber cerca de 300 participantes. “Ano passado fizemos o primeiro Mini Fórum para 150 pessoas e se inscreveram 200. Gostaram muito. Todos ficaram comentando. Adoraram os espaços e as contribuições. Decidimos repetir a dose e a movimentação esperada é de 300 pessoas”, enfatiza.



SERVIÇO:
II Mini Fórum da Diversidade
19 de junho – das 7h30 às 18h
Inscrições no valor de R$5 são realizadas na sala do Diretório Acadêmico, no bloco A, do campus X. 

Texto: Renata Paes

Fonte: Uepa.br