RÁDIO COMPANHEIRA FM

Igarapé-Açu - Pará -

sábado, 23 de novembro de 2013

A EDUCAÇÃO ENTRE A ALIENAÇÃO E A LIBERDADE

J. Filho

É nítido que ao longo da história, das sociedades tribais às complexas tivemos avanços no âmbito educacional, porém, não satisfatório, sendo possível observar a ideologia de segregação intelectual imposta pelo Estado, permanecendo resquícios das raízes jesuíticas. A nossa forma de colonização exploratória possibilitou todos os percalços que a sociedade sofre, principalmente, referente a uma educação de qualidade.
A pedagogia sempre foi elaborada e praticada pelos opressores, assim, temos uma sociedade oprimida. Dentro desse contexto, a escola é um fomentador da ideologia estatal, com o objetivo de massificar uma alienação coletiva com a ajuda da mídia que, na maioria das vezes, está a serviço da classe opressora. Assim, o indivíduo sofre uma violência simbólica, pois tem que seguir os paradigmas do discurso dominante.
Nesse embate, a sociedade passivamente é induzida a acreditar nesse sistema arcaico e regulador. A base da pirâmide continuará sendo suporte para os anseios de quem detém o poder. É utópica a igualdade dos papéis, ou seja, considerar a base não mais como objeto e sim como sujeito nesse processo.
O indivíduo, seguindo a análise de alienação, principalmente de Marx, o sistema vigente consegue te transformar em objeto, enquanto que mercadorias e serviços dispostos pelo mercado ganham vida, fazendo com que você seja obrigado a usufruí-los para não ficar às margens do sistema. Do mesmo modo, alguns educadores mesmo que com ideais contrários aos dos privilegiados, não conseguem se imunizar da perversidade do sistema, sendo facilmente agregados. Daí se observa muitos conflitos e tensões no espaço escolar entre professores e alunos, refletindo na sociedade a inferioridade da educação perante outros anseios.
A busca pela liberdade, o surgimento de pessoas imunes a essa alienação podem surgir tendo uma nova visão de mundo, contudo, os alienadores, a elite, os privilegiados, usando os aparelhos estatais sempre irão fomentar mecanismos para oprimir a grande massa. De acordo com essa abordagem, vale salientar que o ato de ensinar a pensar perspectiva uma válvula de escape para revigorar os valores morais em prol de uma vida mais civilizatória e bem-estar social coletivo enriquecedor.



sábado, 26 de outubro de 2013

PARABÉNS IGARAPÉ-AÇU! 107 ANOS DE HISTÓRIA!

 J. Filho

A população de Igarapé-Açu está de parabéns pela passagem de aniversário dos 107 anos de emancipação política do Município. Tudo começou em 26 de outubro de 1906.
Igarapé-Açu, de povo simples, humilde, hospitaleiro e acima de tudo trabalhador. Estes são alguns dos ajetivos que caracterizam Igarapé-Açu, cidade pólo do nordeste paraense, cidade histórica do Pará.
Igarapé-Açu, dos colonizadores e comerciantes espanhóis e portugueses; dos desbravadores nordestinos que influenciaram significadamente na formação do esperançoso povo igarapeaçuense; dos japoneses que migraram em busca de alternativas para a lavoura e consigo trouxeram novos padrões de cultivo e produção. Atores que direta ou indiretamente deixaram seu legado para a economia local.
Igarapé-Açu da Estrada de Ferro, da Base Aérea da Segunda Guerra Mundial, do Mercado Velho, da escola Ângelo Cesarino e outros atrativos históricos; do balneário Pau-Cheiroso, da Lagoa Azul, do Eco Park São Joaquim e outros atrativos naturais; da festividade de São Sebastião e outras manifestações religiosas; das festas tradicionais e outras manifestações populares; da festa da cerveja e inúmeros eventos anualmente promovidos que trazem alegria e diversão para o povo. Isto é Igarapé-Açu.
Igarapé-Açu, que não só cultiva o dendê, a pimenta, entre outros consolidando uma  agricultura forte, mas também a alegria, a solidariedade e a esperança para um futuro promissor; da pecuária em expansão, assim como o desejo de ampliar o desenvolvimento social e econômico; o comércio forte e renovado, assim como a fé e devoção em nosso padroeiro São Sebastião.
Igarapé-Açu das personalidades históricas, como Ângelo Cesarino, Padre Calado, Sócrates, Diniz Rodrigues de Sena, Gidalte Alves de Almeida, Professora Técia, entre outros. Igarapé-Açu, do seu José, do seu João, da dona Maria, do seu Antonio, da dona Izabel, enfim, Igarapé-Açu dos igarapeaçuenses, seja pelos laços familiares, seja pelos laços de simpatia e acolhida.
Esse é o nosso Município, que há 107 anos tem sua identidade própria, sua própria história, seus costumes e tradições. Mas, sua maior riqueza, sem dúvida é seu povo, sua gente, que com luta e perseverança busca a cada dia, cada um, independente do meio em que está inserido, contribuir para a construção de um desenvolvimento social que satisfaça e enriqueça a todos.
Igarapé-Açu, com sua rica e história, mescla as rugosidades do passado com os novos mecanismos da modernidade preservando com estima as peculiaridades e singularidades de um povo que sabe conservar sua memória e ao mesmo tempo vislumbrar novos horizontes nesse mundo globalizado.
Igarapé-Açu, oh querida Igarapé-Açu, sempre visitada, jamais ignorada, sempre elogiada. É impossível esquecer esse pedacinho do Brasil. É um orgulho ser igarapeaçuense. Parabéns e viva Igarapé-Açu!




domingo, 13 de outubro de 2013

CÍRIO DE NAZARÉ A MAIOR MANIFESTAÇÃO CATÓLICA DO MUNDO

J. Filho
Diante de inúmeras manifestações católicas realizadas no mundo, se destaca o Círio de Nazaré em Belém do Pará. Realizado no segundo domingo de outubro consegue dimensionar a fé e a devoção do povo paraense.
Desde 1793, quando o caboclo Plácido encontrou uma estátua, às proximidades do igarapé Murucutu, onde hoje se situa os fundos da Basílica de Nazaré que é nítido o laço entre a Padroeira e o povo paraense. Vale salientar que os símbolos, como a imagem peregrina  a berlinda, a corda dentre outros são importantes nessa demonstração de fé, pois conseguem cativar os mais variados fiéis e promesseiros.
A dimensão da festa da fé dos paraenses é percebida através das inúmeras romarias que fazem parte dos festejos. São quinze dias que inclui a manifestação maior (o Círio propriamente dito) e o Récírio (considerado a despedida dos festejos.
O Círio de Nazaré atravessa as fronteiras da fé. Romeiros, fiéis, promesseiros e simpatizantes vêm conhecer esse ícone da tradição religiosa e cultural do Pará. Pessoas católicos e religiões afins do estado, de outros estados e até estrangeiros contribuem a sua maneira na passagem desse evento que é considerado o Natal dos paraenses devido sua mobilização e importância divina para o povo.
São milhares de pessoas que anualmente se confraternizam em torno da Virgem de Nazaré. É o momento propício para a reflexão de um povo com laços peculiares que abre as portas para receber familiares, amigos, conhecidos e, é claro abrir as portas do coração à solidariedade, a amizade, fomentado pela fé e devoção inexplicável em busca sempre de um bem-estar  social e espiritual que alcance e contemple a todos.
Que a Rainha da Amazônia interceda junto ao Nosso Pai pelos anseios de todos!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

FOTOS DA MANIFESTAÇÃO DOS ESTUDANTES DA UEPA DE IGARAPÉ-AÇU





















www.jfilhoshow.blogspot.com

ESTUDANTES DA UEPA DE IGARAPÉ-AÇU FAZEM MANIFESTAÇÃO



   J. Filho
 Com o lema “Por uma interiorização qualitativa: o interior merece respeito”, estudantes da UEPA de Igarapé-Açu fizeram uma manifestação com o apoio de estudantes da rede pública e privada, professores, representantes da sociedade civil, pais de alunos, além de alunos de municípios vizinhos atendidos pelo Campus X.
O objetivo era a indignação contra a oferta de apenas o curso de Pedagogia para os Processos Seletivos de 2014, haja vista que Matemática e Geografia não foram ofertados, oferta de novos cursos, melhorias estruturais no Campus X, solução para a carência de professores, ampliação de bolsas de iniciação científica, além de ampliação do prédio com novo bloco que contemple laboratórios, auditório e mais salas de aulas.
A concentração foi na Praça do Mercado Velho. Com faixas, cartazes, apitos, acompanhados de um carro som e com palavras de ordem por parte da comissão do ato, às 9:00h teve início a caminhada pelo centro da cidade até a residência da promotora pública, Dr. Fábio Mousse, onde foi entregue um documento com assinaturas dos representantes dos alunos para que o Ministério Público ficasse a par das reivindicações coletivas.
Em seguida, de forma pacífica e ordeira percorreram cerca de 3 km até o novo campus da UEPA, localizado às margens da PA-127 no bairro da Uberlândia. A Polícia Militar colaborou com a segurança, organizando o fluxo de veículos e motocicletas. Ao chegar no Campus, foi decidido que o mesmo seria ocupado e, consequentemente, paralisada suas atividades até que haja o diálogo com o representante legal da entidade, no caso o reitor Juarez Quaresma, para que sejam discutidas as reivindicações.
Dessa forma, entende-se que agindo assim, a UEPA estará fechando as portas para a comunidade estudantil atendida pelo Campus de Igarapé-Açu. É necessário que haja a luta para quebrar essa forma de opressão que Estado faz com o cidadão. Dignidade em cursar uma universidade e perspectivar um futuro promissor é anseio da juventude. Juventude essa que aqui em Igarapé-Açu deu uma aula de cidadania na rua, de cara limpa mostrou a indignação pelo descaso e pediu respeito pelos seus direitos, por uma educação de qualidade e sem alienação.

domingo, 28 de julho de 2013

O PAPA NO BRASIL

J. Filho
Impressionante! Poderia descrever o Papa Francisco com inúmeras palavras, mas esse termo designa bem a reciprocidade do Santo Padre e o povo que se fez presente na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
O calor da Cidade Maravilhosa deu lugar ao frio e a chuva que interveio até na programação do evento, mas o Papa Francisco soube efervescer a acolhida com muita simplicidade a todos os devotos, peregrinos e fiéis que se encontravam nas diversas vias e locais por onde iria passar e falar para a multidão.
Muito salutar a JMJ ocorrer no Brasil logo após um período de ampla manifestação popular. O Papa Francisco deixou a população um pouco mais reflexiva. Com votos de esperança, amor, solidariedade, fé, desapego e caridade, o Santo Padre contagiou e cativou a todos os católicos e até pessoas de outro credo, o que mostra o seu carisma através acessibilidade e espontaneidade de um legítimo representante de Jesus Cristo.
Jovens de todo o mundo ficarão mais renovados na fé e consequentemente se tornarão pessoas mais flexíveis e contribuirão no meio o qual está inserido. A autoestima católica renovada e com mais forte para superar os problemas existentes dentro da Igreja. O mundo ficará mais atento a palavra do Papa, não porque ele é considerado um líder mundial e sim pela forma com que leva a mesma aos seus irmãos católicos e até não católicos.
O brasileiro deve tirar proveito da visita inesquecível do Papa, no sentido de refletir, analisar e compreender se seus atos em de acordo ou pelo menos se aproxima dos ensinamentos de Cristo. Difícil, mas não impossível o ser humano se dedicar a ser realmente mais humano, o que já implicaria no agrado Divino.
Que o cidadão brasileiro, inclusive o que lida no meio político, renove sua fé e demais sentimentos e qualidades citadas até aqui e coloque em prática esse riquíssimo aprendizado em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
Que o Santo Padre interceda junto ao nosso Senhor através de suas bênçãos. Que as crianças, os jovens e os adultos façam sua parte no presente para preservar o futuro. Papa Francisco, o Papa do povo, obrigado! A juventude merece esse momento, a humanidade agradece!


OS IMPACTOS DAS MANIFESTAÇÕES NO BRASIL

J. Filho
Passados alguns dias da maior manifestação popular ocorrida no Brasil no século corrente, percebe-se quão foram importantes para a democracia brasileira. Os atos ordeiros e pacíficos foram direcionados principalmente aos políticos e tinham caráter de cidadania, ou seja, o cidadão pleiteava melhor qualidade de vida no País.
Houve uma verdadeira convulsão social provocada por diversos segmentos sociais que causaram impacto significativo na postura verbal das autoridades. Em grandes, médias e pequenas cidades, o clamor popular era o mesmo, o desperdício de verbas públicas devido ao grande acontecimento do momento, no caso da Copa das Confederações. Esta absorveu quantidade absurda de recursos públicos na construção e reforma de estádios de futebol, enquanto que o povo sofria com aumento na passagem de ônibus, de pedágio, inúmero descaso com os serviços básicos, além da corrupção.
O Brasil é passivo da herança deixada pela sua colonização e por diversas fases de sua história que fixaram as desigualdades sociais. Os aspectos sociais são esmagados em detrimento aos econômicos. A injustiça social consome qualquer mecanismo que busque minimizar os anseios da população. Ou seja, quem detém o poder oprime a massa sofredora onde muitos sobrevivem com dificuldades e desprovidos de quaisquer recursos.
Diante do cenário favorável as manifestações, vários segmentos se mobilizaram em prol de resgatar o tempo perdido. Anos inerte, o povo mostrou que quando quer revolucionar de forma organizada consegue alcançar os objetivos. As autoridades, nas mais diversas esferas públicas, ficaram espantadas com tamanha grandeza das manifestações e, acima de tudo, da repercussão impressionante em outros países. Pois, a força maior emana do povo e é o povo que pode mudar qualquer cenário político através do voto. O político, em grande maioria sabe disso, mas enquanto não é cutucado, finge que governa de fato.
Nessa perspectiva, muitas medidas foram adotadas para tentar conter a população que protestava contra corrupção, desperdício de dinheiro público, desigualdade social, homofobia, investimentos sociais e redução de tarifas de ônibus, este o estopim das manifestações iniciadas com o Movimento Passe Livre (MPL) na cidade de São Paulo e depois espalhadas por todo o Brasil.
Ainda nesse contexto, foram revogados muitos aumentos de tarifas de ônibus, foi arquivada pela Câmara dos Deputados a PEC 37 que diminuía os poderes do Ministério Público além de outras medidas que os governantes recentemente implantaram para agradar a população.
Uma das marcas positivas dessas manifestações foi a solidariedade e a espontaneidade dos atos que em todas as regiões do Brasil teve aceitação que ajudarão a fortalecer e consolidar os protestos por inúmeros dias. No outro extremo, destacam-se os vândalos e baderneiros que, mascarados ou não, se aproveitaram do momento para saquear e causar pânico às pessoas, inclusive as autoridades, e também ao patrimônio público e privado. Esses vândalos se identificam como anarquistas e contrários ao capitalismo. O anarquismo não é uma ideologia recente, e que também não se restringe apenas a quebrar vidraças e fazer depredações.
A democracia pressupõe não só voto, mas também o protesto, a pressão popular, mas de forma ordeira e pacífica. A violência é consequência da efervescência do movimento, principalmente quando pessoas mal intencionadas se infiltram e, às vezes entram em confronto com a polícia, que tem a obrigação de defender o patrimônio público e privado, contudo se excessos.  A violência é a minoria, mas que pode fazer com que a sociedade não apoie o movimento. Apesar de este ser horizontal, deve-se ter conhecimento dos riscos que inviabilizem o sucesso do ato.
No lampejo das manifestações, é fato que a sociedade mudou e o político deve também mudar e se conectar mais com o povo. As manifestações futuras são interrogações, assim como os atos administrativos de muitos governantes. Era necessário dar uma chacoalhada no País e mostrar que a voz que vem da rua tem força, tem poder e, independente das avaliações, dos pontos favoráveis ou não, o povo deu sinal que está atento e pode fazer a revolução a qualquer momento, pois a autoestima ficou elevada.





segunda-feira, 3 de junho de 2013

UEPA DE IGARAPÉ-AÇU INICIA X SEMANA ACADÊMICA




Programação que segue até o dia 07 de junho discute “Ensino, pesquisa e extensão na Amazônia: um olhar interdisciplinar”.
 O Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) em Igarapé-Açu realiza entre os dias 03 a 07 de junho de 2013 a X Semana Acadêmica. A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes da Gestão Superior da instituição, incluindo o novo reitor Prof. Dr. Juarez Quaresma, da coordenadora do Campus X, Maria Auxiliadora Maués, além de profissionais da instituição, professores e acadêmicos da Uepa e de escolas da rede pública e privada do município.

No dia 3 de maio, a programação iniciou com o credenciamento, que ocorreu no horário das 9h às 15h. Logo depois, foi realizada a Cerimônia e Palestra de Abertura. No último dia      será escolhido o tema da XI Semana Acadêmica. O evento encerra com o Sarau Cultural.
Durante a Semana haverá conferências, mesas-redondas, diálogos acadêmicos, minicursos, exposição de pôsteres e comunicações orais abordando “Ensino, pesquisa e extensão na Amazônia: um olhar interdisciplinar”, tema central do evento. A partir disso, a abordagem do tema do evento foi dividida em quatro eixos temáticos: Educação e Meio Ambiente; Formação Docente; Políticas Públicas Educacionais; e O Ensino, Pesquisa e Extensão na Universidade Pública.

De acordo com a coordenação do Campus, a X Semana Acadêmica da Uepa de Igarapé-Açu pretende ser um espaço de diálogos e construções de perspectivas e ações sobre as diferentes áreas do conhecimento. Assim, a temática escolhida desse ano promove discussões sobre métodos e práticas de ensino para um campo de troca de experiências e saberes que englobem não apenas o viéis teórico dos temas atuais que envolvem problemáticas da sociedade. Mas que tenham por princípio o embasamento experimental, a justificação com base em coleta de dados baseado no trabalho de profissionais e pesquisadores da área.